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dezembro 05, 2005
É pena....
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É pena que os movimentos feministas ou os movimentos de mulheres dentro dos partidos políticos, por exemplo, que têm como objectivo dignificar e promover o papel e o estatuto da mulher na sociedade, raramente abordem esta questão, como se cuidar dos filhos não fosse uma missão nobre, digna e de encorajar. E se houvesse uma pressão destes movimentos, bem como dos sindicatos e demais organizações, há muito que a situação teria mudado e que as licenças de maternidade não seriam esta miséria. Não. “Ficar em casa” é sinónimo de escravatura.
Mário Cordeiro
(continue a ler aqui)
Publicado por Sindicato das Crianças às dezembro 5, 2005 11:15 PM
Comentários
Caro Dr., embora concorde com a sua opinião sobre os 3 primeiros anos da criança, nem sei se a questão se levanta. Eu sou mãe a tempo inteiro há 4 anos e quando conheço outras mães, a maioria diz "nem sei como aguentas estar em casa".
Outro problema é o dos 2ºs anos da criança, já na escola. No nosso país torna-se impossível arranjar emprego após uma certa idade, ainda para mais sem experiencia.
Publicado por: nadia às dezembro 6, 2005 10:14 AM
A cultura do país é fortemente anti-natalista. A (des)organização social reflecte a cultura. Os poucos que protestam não têm voz. Já tivemos uma Secretaria de Estado da Família, depois uma Comissão, depois uma Coordenadora, depois (agora) ... nada.
Publicado por: Nau Catrineta às dezembro 6, 2005 10:56 PM
Mário,
O seu artigo chama a atenção para uma questão muito importante, as relações afectivas dos pais com os filhos e a necessidade de responsabilizar o Estado para o apoio económico sério às famílias. Só não concordo que essa questão seja apenas pensada no feminino, porque julgo que não se trata de um problema das mulheres mas das mulheres e homens que são pais. E nem se pode de falar de liberdade de as mulheres optarem por cuidar dos seus filhos a tempo inteiro, porque tal seria impossível, por razões económicas, para a maioria das mulheres. O que eu penso é que enquanto o cuidado das crianças for desempenhado gratutamente por mulheres, o Estado vai continuar a explorá-lo. Quando os homens começarem a assumir essas funções, talvez haverá mais força para pressionar o Estado a pagá-las, por isso, comecem os homens a deixar de trabalhar para ficar em casa a cuidar dos filhos!
Publicado por: Maria Clara Sottomayor às dezembro 7, 2005 05:01 PM
não posso deixar de o chamar a atenção para o debate que o seu artigo suscitou em vários blogs de mães.
no da nádia
no da mar
no da sophie (mais neste post também)
e no meu próprio
até breve!
Publicado por: pal às dezembro 7, 2005 09:06 PM
peço desculpa - pensei que os comentários aceitavam links.
aqui vai outra vez:
o da nádia:
http://profissaomae.blogspot.com/2005/12/profissome.html
o da mar:
http://pinflas.blogspot.com/2005/12/trabalhar.html
o da sophie:
http://coisasdemulheres.blogspot.com/2005/12/acho-que-sim.html
http://coisasdemulheres.blogspot.com/2005/12/comentrio.html
o meu:
http://filhos.weblog.com.pt/arquivo/216560.html
Publicado por: pal às dezembro 7, 2005 09:39 PM
Boa tarde,
Achei, acho o artigo EXCELENTE, apesar de achar um erro falar em mães e não em PAIS (ambos os progenitores), a demissão constante (mas felizmente não generalizada) do pai e da sociedade em relação ao pai enquanto parte integrante da família e na sua relação com os filhos leva em parte à situação em que se vive. Apoiando um dos comentários anteriores duvido que se a questão de conseguir melhores condições a todos os níveis se colocasse ao no masculino que a questão ainda estivesse como está... Voltando ao artigo, acho que foca temas muito pertinentes e que era muito boa ideia discutir, por exemplo, esta parte: "Não terá chegado a altura de passar à acção? De reunir Mães e Pais, advogadas e advogados, médicas e médicos, psicólogas e psicólogos, juízas e juízes, educadoras e educadores, quaisquer outros profissionais que sejam leitores, e criar movimentos dinâmicos que devolvam à mulher o seu inigualável estatuto de Mãe, sem se retirar o adquirido e justo estatuto de Mulher, aplanando e bem solucionando o conflito de interesses entre estas duas, bem como entre elas e a Criança?" poderia/deveria servir para inúmeras discussões, quando as mulheres não têm garantidos direitos básicos dificilmente podem garantir o seu estatuto enquanto mães.
O ficar em casa tem muitas vantagens e muitos contras, claro está que as razões enumeradas no artigo são por si só suficientes para que a escolha da mãe ou do pai seja a de trabalhar, talvez tenha razão no facto de se o Estado desse 100 ct/mês se resolvesse muita coisa, mas infelizmente nem toda a gente vive com 100 cts...
Também não considero que ficar em casa seja sinónimo de escravatura é sinónimo de opção (quando se pode optar), de uma opção consciente e que penso que para muita gente não seja a melhor. Tenho uma questão, principalmente para o pediatra: Apesar de todos os malefícios de uma entrada precoce por parte da criança num berçário, em termos de desenvolvimento e de relacionamento, não é profícuo para a criança?
Agora vou ler a "polémica" nos outros blogues.
Sandra
PS Peço desculpa pelo testamento...
Publicado por: Sandra às dezembro 14, 2005 01:27 PM